Historial da Sociedade Filarmónica Cartaxense

Fundada em Dezembro de 1850, a Sociedade Filarmónica Cartaxense é a Colectividade mais antiga do concelho, sendo assim um marco histórico da nossa cidade. É neste mês que a Colectividade comemora o seu aniversário.

                 Nessa já recuada época, sabemos que foi desenvolvida uma intensa campanha no sentido de fazer despertar no espírito do Povo Cartaxense o interesse pela Arte Musical, procurando deste modo, atrair, principalmente, os jovens da altura, tal qual como nos dias de hoje se procura fazer.

 Ao longo da sua já longa existência, tem a Banda da Sociedade Filarmónica Cartaxense conseguido alcançar, através do seu valor artístico, um lugar de relevância e destaque, nomeadamente, no ano de 1960, aquando das provas de Classificação para a Final do Grande Concurso Nacional de Bandas Filarmónicas Civis, organizado pela então denominada FNAT, onde foi alvo dos mais rasgados elogios pela sua actuação. Ou então, quando em Setembro de 1986, brilhantemente, conquistou o 1º lugar no Concurso de Bandas organizado pela Câmara Municipal da Amadora, para comemorar o seu VIII Aniversário da elevação a Cidade. Esta conquista deveu-se, para além da participação e empenho de todos os componentes, ao inesquecível trabalho do Maestro Rogério Gomes. 

Sempre tentando manter o alto nível de qualidade musical, foram acontecendo as naturais substituições dos seus Maestros, que sempre se procurou que estivessem à altura do estatuto dos seus executantes, e, só para recordar os últimos, mencionamos o Maestro José Carlos Santos Rosa, o Maestro Vítor Santos, o Maestro Acácio Silva e o actual Maestro Simões Ribeiro.

Com o louvável propósito de aumentar o enriquecimento Cultural e, também, Desportivo, tem vindo a S.F.C. a ver aumentadas as suas actividades com novas Secções ao longo dos últimos anos. Os Sócios desta Colectividade, têm tido o prazer de ver aparecer e de acarinharem como só eles sabem fazer, as Secções Banda Juvenil, Campismo e Caravanismo, Grupo Coral, Ballet, Dança de Salão, Instrumentos de Cordas, Classe de Piano, Karaté, Natação, Aeróbica, Danças Sevilhanas, Grupo de Cavaquinhos que mais tarde também gravou um Cd, actividades que para além de ocuparem de forma saudável os tempos livres de muitos jovens, muito têm prestigiado a nossa S.F.C..

Foi em 1987, que uma nova actividade deu muito que falar na então Vila do Cartaxo. Tratava-se de uma iniciativa que, pela primeira vez, nascia no seio da comunidade, o Grupo Coral “Alla Brévis”, que mais tarde gravou um Cd por ter sido considerado um dos melhores grupos amadores da região. Era mais uma actividade que vinha prestigiar a velhinha, mas sempre activa Sociedade Filarmónica Cartaxense, conseguindo levar por todo o País e, até além fronteiras, o nome do Cartaxo. Para além de ter actuações de Norte a Sul do País ao longo de todos estes anos de actividade, efectuou deslocações aos Açores e a França.

Dentro ainda deste espírito de abertura e acompanhamento dos novos gostos da juventude do Concelho, acabou por nascer uma Escola de Guitarras, com a prestação inestimável do Sr. Professor Silvestre da Fonseca, a qual sempre foi apreciada e aplaudida pelo público. Após a saída do Professor Silvestre Fonseca, o Professor António Antunes abraçou este projecto onde houve muita participação de muitos jovens e formou uma Orquestra Ligeira já com espectáculos de norte a sul do país.

Com todas estas actividades em constante movimento, é, neste momento, cada vez mais difícil encontrar forma de coordenar, em especial o espaço, que cada vez se torna mais reduzido para tanta actividade, na nossa velhinha Sede.

Digno de nota, por se tratar de uma obra que extravasa a própria S.F.C., foi a criação, pelo então Maestro da banda da S.F.C., Sr. Vítor Santos, do Hino da Cidade do Cartaxo, o qual foi oferecido à Câmara Municipal do Cartaxo. Este Maestro, que havia integrado a equipa, foi o próprio a reconhecer que, precisamente por ser um grande profissional, trazia custos demasiado elevados para as modestas fontes de receita da S.F.C. e, deste modo suspendeu os seus serviços.

Deste modo, no mesmo mês foi substituído pelo Maestro Acácio Silva, o qual para além de dar continuidade aos trabalhos já iniciados pelo seu antecessor, abraçou uma das mais gratificantes actividades desta casa: A Escola de Música. É nesta que residirá o Futuro da Colectividade, pois é dela que sairão os futuros executantes que continuarão a dar razão de existir à principal finalidade da Sociedade Filarmónica Cartaxense: “Ser um local de criação e de crescimento de músicos”.

É neste espírito de trabalho e confiança no futuro que nos é transmitido por todos estes jovens que frequentam na nossa Sede, que vamos buscar forças para continuar a fazer mais e melhor.

Em 2001, conseguiu-se o grande sonho de todos os associados, a inauguração de uma nova Sede, na Rua Dr. Manuel Gomes da Silva, onde foram criadas as condições com diversas salas para abraçar assim estas actividades e outras que iniciaram depois da sua inauguração, entre as quais Aulas de Canto, Orgão, Acordeão, Desenho e Pintura, Pilates, Danças Orientais, Kick Boxing, Yoga e Chi Kung.

Nesta data conta com 33 Actividades com mais de 1000 elementos no seu activo que mantem um património na área recreativa, desportiva e cultural ao serviço das forças vivas da nossa terra.

 

 

 

 

Historial da Nova Sede da SFC

 

 


Em 1982 em reunião de Direcção da S.F.C. com a Presidência de Joaquim José Alves, ficou deliberado solicitar-se uma reunião ao Executivo da Câmara Municipal do Cartaxo, para o pedido de um terreno para a construção da Nova Sede da Colectividade, que muita falta fazia.

 

Em 1985, a direcção de Victor Manuel Carvalho Salgueiro, fez um estudo prévio e apresentou-o à C.M.C. para a elaboração de um projecto consoante as necessidades da Colectividade.

 

Em Janeiro de 1991, com a Direcção de Faustino Nascimento da Mata, foi então oficializada publicamente a doação do terreno pela Câmara Municipal à Sociedade Filarmónica Cartaxense, com a colocação de um painel no local e apresentação de um projecto para a construção da nova Sede. Uma vez que o seu mandato era por dois anos, no acto da Assembleia Geral, após a aprovação do relatório de contas e actividades foi feita uma proposta à mesa que foi posta a votação e aprovada por unanimidade que a alteração ao projecto da construção da nova Sede, ou desistência do mesmo, só poderia ser acordado numa Assembleia Geral, o que não aconteceu porque na Presidência de Rui Pinto Custódio, 1992/1993 e 1994/1995 não concordou com a construção da Nova Sede ficando assim suspenso o projecto pela C.M.C. a pedido da Direcção, deixando de vir mais de 100.000 contos para a construção da nova Sede, uma vez que a participação do Estado era de 60 % sobre o custo da obra, da Câmara 30% e a Colectividade 10 %. Depois de reunidas as condições para iniciar a obra foi quando a Direcção de Rui Pinto Custódio desistiram, violando assim os Estatutos.

 

Com o regresso da Direcção sob a Presidência de Faustino Nascimento da Mata, em 1996, a Nova Sede passa da ficção à realidade, sendo criada uma Comissão de Obras que foi apresentada pela Direcção em Assembleia Geral, com a constituição: Rui Manuel Planas da Fonseca, Amândio Martins Pina, Domingos António Caria Xavier, Eng.º Manuel António Xavier Marques, José Ferreira Maximiano, Luís Manuel Évora Pedreiro e Faustino Nascimento da Mata, actual Presidente e responsável por todo o projecto.

 

Apresentou-se novo projecto, sendo aceite pela Câmara, começando a obra através de construção directa, cujo financiamento se fez através do apoio dos Sócios da Colectividade, Câmara Municipal do Cartaxo, CCR, Junta de Freguesia do Cartaxo, algumas entidades privadas e muitas, muitas horas de trabalho de voluntários.

 

E assim nasceu a Nova Sede desta Colectividade, que enriquece o Património Cultural, Recreativo e Desportivo do nosso Concelho, orgulho para os Sócios e para muitos Cartaxeiros, que foi inaugurada no dia 18 de Novembro do ano 2001, com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Dr. Conde Rodrigues, do Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Dr. Francisco Pereira, bem como de outras entidades, sócios e amigos da Sociedade Filarmónica Cartaxense.

 

Actualizado a: Quarta 04 de Março de 2015